Não tenho titulo para este momento.
Estranho escrever algo assim, um desabafo, que coisa mais "diarista".
De tal forma, não posso prometer nada de belo e nem poético. São apenas palavras jogadas, sentimentos de hoje, semana passada, um mês atrás, quem sabe.
Um vazio muito grande, que supre buracos. Nada preenche, apenas lágrimas perdidas caem e caem.
Renato tocando, as coisas tomam um certo sentido e o perdem ao mesmo tempo.
Tantos acontecimentos de uma vez, você se sente tão perdido no meio dessa multidão, olho as pessoas na rua e me pergunto quem elas são? O que querem e onde vão ?
Talvez seja mesmo necessário passar por algumas situações para nós darmos conta de outras, mas doí tanto.... Hoje de uma forma estranha a ficha de tudo caiu, ao mesmo tempo. De tudo, como se diversos momentos significativos ganhassem sentido para ti de uma só vez, mas antes você não os tinha percebido. Tola.
Sinto-me perdida novamente, não sei lidar com as coisas quando não as tomo para mim, quando as quero cuidar e torna-las como minhas. Quero domina-las em meus braços e cuidar, não me importo em tomar as dores alheias, até sinto-me mais confortavel, a dor é algo do ser humano e eu sempre soube muito como lidar com ela, mas não agora.
Olho para os lados e apenas dúvidas me rodeiam. Nada mais é concreto ou certo. Tudo aquilo que você tenta construir se perde, escorre como água. Como se nada tivesse de fato sentido, como se nada pudesse chegar aos nossos objetivos - depressão barata, talvez. Aonde vai se segurar ?
Apostamos mil fichas, todas descem pelo ralo. Todas te escapam, e onde você erra ?Seu plano parecia tão certo e bom. Tudo se perde, outra vez.
Mudamos de lado, de cabeça, abrimos mão das coisas, nós tornamos maleaveis, facilitamos a qualquer circunstancia - isso parece complicar mais ainda. Como prosseguir ?Nunca quis invadir limites, mas isto parece indiferença da minha parte ? Talvez, me sinto errando, outra vez.
Sua única vontade é abrir mão de qualquer coisa, que relacione a todos, até você mesmo ?Não, mentira. Queremos sempre nós agradar e aos demais. Mas você não sabe como e estaciona, para, se impede, não quer permiti-se, porque não sabe mais onde quer chegar...
Tudo está novo agora, ou pelo menos vai ficar daqui pra frente, e isso tem me assustado. Quero abraça-los e coloca-los embaixo dos meus braços, mas não consigo. As dúvidas imensas.
Vontade de morar numa caixinha, ficar ali, apenas eu, meus pensamentos contraversos. Fim, chegaremos ao nada novamente.
O medo, de novo ele habita meu lar. Novamente aqui estamos estacionados, em virtude de situações de desespero. Como lidar ?
Honestamente, eu não sei mais.
Boa noite !
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