Até que ponto você pode se forçar a acreditar que deve passar por tais acontecimentos ?
O que te faz merece ou desmerece-los ?
Engraçada a forma como as pessoas reagem diante da dificuldade alheia, mas como ficam perdidas quando lhes ocorre algo similar.
Mais engraçado ainda é como tudo se resolve de forma simples e singela na boca a sua frente, mas seu coração está apertado e seus olhos pedem pra saltarem as lágrimas que segura toda noite. Bom, pedimos um abraço, não com palavras, mas nossos atos os pedem, será que não percebem ?
Não ignorem! Por favor, não ignorem mais.
Olhe a sua volta, todos os dias passamos pelas mesmas situações, será que nada muda ? Acomodação facilita tanto assim, parece tão complicado ficarmos nos mesmos lugares : preciso ir embora, mas coisas pequenas e sem sentido me seguram. Até quando ? Peço todos os dias - não sei pra que ou quem - pra ir embora, mas tudo permanece, tudo volta e se intensifica, sem ter um porque.
Acho que eu vim pra ficar, mas ainda preciso partir.
Terça parte
domingo, 8 de abril de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
#
Não tenho titulo para este momento.
Estranho escrever algo assim, um desabafo, que coisa mais "diarista".
De tal forma, não posso prometer nada de belo e nem poético. São apenas palavras jogadas, sentimentos de hoje, semana passada, um mês atrás, quem sabe.
Um vazio muito grande, que supre buracos. Nada preenche, apenas lágrimas perdidas caem e caem.
Renato tocando, as coisas tomam um certo sentido e o perdem ao mesmo tempo.
Tantos acontecimentos de uma vez, você se sente tão perdido no meio dessa multidão, olho as pessoas na rua e me pergunto quem elas são? O que querem e onde vão ?
Talvez seja mesmo necessário passar por algumas situações para nós darmos conta de outras, mas doí tanto.... Hoje de uma forma estranha a ficha de tudo caiu, ao mesmo tempo. De tudo, como se diversos momentos significativos ganhassem sentido para ti de uma só vez, mas antes você não os tinha percebido. Tola.
Sinto-me perdida novamente, não sei lidar com as coisas quando não as tomo para mim, quando as quero cuidar e torna-las como minhas. Quero domina-las em meus braços e cuidar, não me importo em tomar as dores alheias, até sinto-me mais confortavel, a dor é algo do ser humano e eu sempre soube muito como lidar com ela, mas não agora.
Olho para os lados e apenas dúvidas me rodeiam. Nada mais é concreto ou certo. Tudo aquilo que você tenta construir se perde, escorre como água. Como se nada tivesse de fato sentido, como se nada pudesse chegar aos nossos objetivos - depressão barata, talvez. Aonde vai se segurar ?
Apostamos mil fichas, todas descem pelo ralo. Todas te escapam, e onde você erra ?Seu plano parecia tão certo e bom. Tudo se perde, outra vez.
Mudamos de lado, de cabeça, abrimos mão das coisas, nós tornamos maleaveis, facilitamos a qualquer circunstancia - isso parece complicar mais ainda. Como prosseguir ?Nunca quis invadir limites, mas isto parece indiferença da minha parte ? Talvez, me sinto errando, outra vez.
Sua única vontade é abrir mão de qualquer coisa, que relacione a todos, até você mesmo ?Não, mentira. Queremos sempre nós agradar e aos demais. Mas você não sabe como e estaciona, para, se impede, não quer permiti-se, porque não sabe mais onde quer chegar...
Tudo está novo agora, ou pelo menos vai ficar daqui pra frente, e isso tem me assustado. Quero abraça-los e coloca-los embaixo dos meus braços, mas não consigo. As dúvidas imensas.
Vontade de morar numa caixinha, ficar ali, apenas eu, meus pensamentos contraversos. Fim, chegaremos ao nada novamente.
O medo, de novo ele habita meu lar. Novamente aqui estamos estacionados, em virtude de situações de desespero. Como lidar ?
Honestamente, eu não sei mais.
Boa noite !
Estranho escrever algo assim, um desabafo, que coisa mais "diarista".
De tal forma, não posso prometer nada de belo e nem poético. São apenas palavras jogadas, sentimentos de hoje, semana passada, um mês atrás, quem sabe.
Um vazio muito grande, que supre buracos. Nada preenche, apenas lágrimas perdidas caem e caem.
Renato tocando, as coisas tomam um certo sentido e o perdem ao mesmo tempo.
Tantos acontecimentos de uma vez, você se sente tão perdido no meio dessa multidão, olho as pessoas na rua e me pergunto quem elas são? O que querem e onde vão ?
Talvez seja mesmo necessário passar por algumas situações para nós darmos conta de outras, mas doí tanto.... Hoje de uma forma estranha a ficha de tudo caiu, ao mesmo tempo. De tudo, como se diversos momentos significativos ganhassem sentido para ti de uma só vez, mas antes você não os tinha percebido. Tola.
Sinto-me perdida novamente, não sei lidar com as coisas quando não as tomo para mim, quando as quero cuidar e torna-las como minhas. Quero domina-las em meus braços e cuidar, não me importo em tomar as dores alheias, até sinto-me mais confortavel, a dor é algo do ser humano e eu sempre soube muito como lidar com ela, mas não agora.
Olho para os lados e apenas dúvidas me rodeiam. Nada mais é concreto ou certo. Tudo aquilo que você tenta construir se perde, escorre como água. Como se nada tivesse de fato sentido, como se nada pudesse chegar aos nossos objetivos - depressão barata, talvez. Aonde vai se segurar ?
Apostamos mil fichas, todas descem pelo ralo. Todas te escapam, e onde você erra ?Seu plano parecia tão certo e bom. Tudo se perde, outra vez.
Mudamos de lado, de cabeça, abrimos mão das coisas, nós tornamos maleaveis, facilitamos a qualquer circunstancia - isso parece complicar mais ainda. Como prosseguir ?Nunca quis invadir limites, mas isto parece indiferença da minha parte ? Talvez, me sinto errando, outra vez.
Sua única vontade é abrir mão de qualquer coisa, que relacione a todos, até você mesmo ?Não, mentira. Queremos sempre nós agradar e aos demais. Mas você não sabe como e estaciona, para, se impede, não quer permiti-se, porque não sabe mais onde quer chegar...
Tudo está novo agora, ou pelo menos vai ficar daqui pra frente, e isso tem me assustado. Quero abraça-los e coloca-los embaixo dos meus braços, mas não consigo. As dúvidas imensas.
Vontade de morar numa caixinha, ficar ali, apenas eu, meus pensamentos contraversos. Fim, chegaremos ao nada novamente.
O medo, de novo ele habita meu lar. Novamente aqui estamos estacionados, em virtude de situações de desespero. Como lidar ?
Honestamente, eu não sei mais.
Boa noite !
terça-feira, 5 de abril de 2011
O Matador
"Piadas de preto, de português, de japonês. Eu odeio piadas. Não gosto que me contem, não rio, não acho graça. Com a piada do macaco, que me foi contada aos cinco anos, por um tio italiano, aconteceu o inverso. Fixei-me nela.
A estrada é de terra, deserta. O homem solitário desce de carro para a simples operação da troca de pneu e constata que está sem o macaco. Um ponto de luz no topo da montanha dá-lhe esperança, há homem ali, há macaco. O homem caminha em direção à luz. Certamente aquele ermitão tem um macaco. Emprestará ? Claro que sim. O macaco pode estar quebrado. Não estará quebrado. Alguém pode tê-lo roubado. Ninguém o roubou, mas o ermitão poderá simplesmente não emprestá-lo. Claro que não emprestará, é um veado o ermitão. Não emprestará de forma alguma. Aquele idiota não vai emprestar o macaco. Não vai mesmo, aquele imbecil quer que o mundo se foda. Pensamentos ruins vão se formando na mente do homem solitário, enquanto seu fígado é estragado pelas enzimas do ódio. Ele nem percebe que caminhou oito quilômetros. Pára em frente ao casebre. Bate na porta. Um senhor vem abri-la, sorri gentilmente, pois não, ele diz. Enfia o macaco no cu ! "
Trecho do capítulo 2 de O MATADOR.
Autoria de Patrícia Melo ( maravilhosa )
A estrada é de terra, deserta. O homem solitário desce de carro para a simples operação da troca de pneu e constata que está sem o macaco. Um ponto de luz no topo da montanha dá-lhe esperança, há homem ali, há macaco. O homem caminha em direção à luz. Certamente aquele ermitão tem um macaco. Emprestará ? Claro que sim. O macaco pode estar quebrado. Não estará quebrado. Alguém pode tê-lo roubado. Ninguém o roubou, mas o ermitão poderá simplesmente não emprestá-lo. Claro que não emprestará, é um veado o ermitão. Não emprestará de forma alguma. Aquele idiota não vai emprestar o macaco. Não vai mesmo, aquele imbecil quer que o mundo se foda. Pensamentos ruins vão se formando na mente do homem solitário, enquanto seu fígado é estragado pelas enzimas do ódio. Ele nem percebe que caminhou oito quilômetros. Pára em frente ao casebre. Bate na porta. Um senhor vem abri-la, sorri gentilmente, pois não, ele diz. Enfia o macaco no cu ! "
Trecho do capítulo 2 de O MATADOR.
Autoria de Patrícia Melo ( maravilhosa )
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
amanhã ou depois... vai passar !
Porque, pra viver de verdade, a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita.
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, dói demais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, dói demais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Dez chamamentos ao amigo - VI
Sorrio quando penso
Em que lugar da sala
Guardarás meu verso.
Distanciado
Dos teus livros políticos?
Na primeira gaveta
Mais próxima à janela?
Tu sorris quando lês
Ou te cansas de ver
Tamanha perdição
Amorável centelha
No meu rosto maduro?
E te pareço bela
Ou apenas te pareço
Mais poeta talvez
E menos séria?
O que pensa o homem
Do poeta? Que não há verdade
Na minha embriaguez
E que me preferes
Amiga mais pacífica
E menos aventura?
Que é de todo impossível
Guardar na tua sala
Vestígio passional
Da minha linguagem?
Eu te pareço louca?
Eu te pareço pura?
Eu te pareço moça?
Em que lugar da sala
Guardarás meu verso.
Distanciado
Dos teus livros políticos?
Na primeira gaveta
Mais próxima à janela?
Tu sorris quando lês
Ou te cansas de ver
Tamanha perdição
Amorável centelha
No meu rosto maduro?
E te pareço bela
Ou apenas te pareço
Mais poeta talvez
E menos séria?
O que pensa o homem
Do poeta? Que não há verdade
Na minha embriaguez
E que me preferes
Amiga mais pacífica
E menos aventura?
Que é de todo impossível
Guardar na tua sala
Vestígio passional
Da minha linguagem?
Eu te pareço louca?
Eu te pareço pura?
Eu te pareço moça?
Ou é mesmo verdade
Que nunca me soubeste?
Que nunca me soubeste?
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
conte
Por que é que você coloca todas as mulheres da festa no colo ? E quando eu te peço colo você não me dá ?
Assinar:
Postagens (Atom)